Galiza
01/12/2025
Stéphane Rabenja

As mais belas aldeias da Galiza: aldeias costeiras, granitos e tradições celtas

E se a sua próxima casa ficasse no fim de um pequeno caminho de granito, frente ao Oceano Atlântico, numa aldeia onde ainda se fala galego? 🌊

A Galiza, no extremo noroeste de Espanha, fascina pelas suas raízes celtas, pelas suas aldeias marítimas preservadas e pelas suas vilas medievais de dimensão humana. Entre hórreos voltados para o mar, pequenas praças sombreadas e mercados locais, atrai cada vez mais compradores em busca de natureza, património… e de preços ainda razoáveis.

Aqui está uma visão geral das mais belas aldeias da Galiza, das dinâmicas locais que as transformam, e das oportunidades concretas para um projeto de residência secundária ou de mudança de vida. 🌿

Aldeias marítimas e vilas medievais: o património galego vivido

Em muitas aldeias galegas, o património não está congelado: vive-se no quotidiano. Os habitantes perpetuam as festas tradicionais, os mercados de peixe, a língua galega e um ritmo de vida mais lento.

Para um comprador ou futuro residente, isto significa:

  • um ambiente de vida autêntico, longe das estações balneares padronizadas;
  • centros históricos ainda habitados por famílias locais;
  • uma forte relação com o mar, a terra e as estações do ano;
  • aldeias que permanecem vivas todo o ano, mesmo fora do verão.

Combarro, Muros, Mondoñedo: pedra, hórreos e fachadas sobre o Atlântico

Estas três aldeias oferecem uma excelente visão da diversidade das paisagens galegas, partilhando um denominador comum: a pedra como fio condutor arquitetónico. 🏡

Combarro (perto de Pontevedra) é uma das aldeias mais emblemáticas das Rías Baixas. Encontram-se lá:

  • hórreos (celeiros elevados) alinhados de frente para o mar;
  • ruas estreitas, pavimentadas em granito, ladeadas por pequenas casas de pescadores;
  • uma atmosfera muito viva ao final do dia, quando os terraços se enchem.

Como comprador, Combarro oferece sobretudo:

  • casas antigas de aldeia para renovar ou já restauradas;
  • um mercado disputado frente ao mar, mas oportunidades na segunda linha ou em lugares próximos;
  • localização ideal para alternar vida de aldeia e passeios de barco pelas rias.

Em toda a província de Pontevedra, os dados recolhidos pela Green Acres mostram que os compradores estrangeiros preferem imóveis familiares: áreas medianas de 170 a 240 m², com preço mediano por m² normalmente entre 1.300 e 2.200 €/m² conforme o país de origem. Perfis suíços, britânicos, holandeses, alemães ou franceses estão particularmente presentes, sinal do crescente interesse internacional nestas aldeias costeiras.

Muros, na costa, apresenta uma fachada marítima espetacular, com:

  • uma marginal ladeada de arcadas e casas tradicionais;
  • um porto de pesca ainda ativo;
  • um centro histórico muito homogéneo, em granito claro.

Muros interessa em particular aqueles que procuram:

  • uma aldeia costeira mais autêntica do que as grandes estações;
  • casas com varandas fechadas típicas, por vezes com vista para o porto;
  • acesso facilitado à Costa da Morte, mais selvagem.

No mercado local de Muros, os imóveis procurados apresentam em média áreas generosas, cerca de 137 m², para casas de aldeia ou propriedades familiares. A procura incide especialmente em habitações com vista mar, centro histórico e possibilidade de aluguer sazonal.

Mondoñedo, mais virada para o interior, é um antigo centro episcopal conhecido por:

  • a sua catedral classificada e a grande praça central;
  • a sua arquitetura tradicional em pedra e telhados de ardósia;
  • um ambiente mais rural e cultural do que balnear.

Aqui, as oportunidades imobiliárias centram-se em:

  • casas de aldeia com muito volume (e, por vezes, grandes obras);
  • preços geralmente inferiores aos da costa;
  • um ambiente propício a uma vida mais calma, com artesãos e pequenos comércios.

Os números recolhidos pela Green Acres para a província de Lugo, onde fica Mondoñedo, confirmam esta posição mais acessível: os pedidos estrangeiros referem imóveis com área mediana entre 245 e 420 m², para preços medianos muitas vezes inferiores a 150.000 €. O preço médio por m² mantém-se muito contido (frequentemente abaixo de 800 €/m²), o que ilustra o potencial de renovação de grandes casas de pedra no interior.

Betanzos, Ribadavia: centros históricos preservados, vida de bairro

A Galiza também é composta por vilas medievais muito vivas e com boa ligação às grandes cidades.

Betanzos, perto da Corunha, é conhecida por:

  • o seu centro histórico elevado, com ruas tortuosas;
  • igrejas góticas e casas com varandas de madeira;
  • proximidade com grandes infraestruturas (estradas, serviços, hospitais).

Para um projeto imobiliário, Betanzos combina:

  • verdadeira vida de bairro durante todo o ano;
  • apartamentos no centro histórico e casas de vila;
  • a possibilidade de conciliar teletrabalho, vida familiar e escapadinhas à beira-mar.

Na província da Corunha, à qual pertence Betanzos, os dados de procura estrangeira confirmam uma atratividade já consolidada: os compradores franceses representam, por exemplo, perto de 13 % da procura, com preços medianos em torno dos 200.000 €. As áreas medianas rondam os 200 m², correspondendo a casas familiares ou belos apartamentos antigos, frequentemente procurados para uso misto de segunda residência / teletrabalho.

Ribadavia, no coração da região vínica do Ribeiro, encanta por:

  • o antigo bairro judeu muito bem conservado;
  • festas em torno do vinho e da história medieval;
  • um ambiente de colinas verdejantes e vinhedos.

Ribadavia irá agradar a quem procura:

  • uma vila animada à volta de uma cultura local genuína (vinho, gastronomia);
  • casas de pedra com pequenos pátios ou jardins;
  • um ambiente mais tranquilo, longe da pressão turística das costas mais conhecidas.

Na província de Ourense, onde se situa Ribadavia, os compradores estrangeiros interessados por aldeias vínicas distinguem-se por orçamentos mais contidos: os pedidos vindos dos Países Baixos, por exemplo, referem imóveis de cerca de 226 m² por um preço mediano de 65.000 €, ou seja, um preço médio por m² inferior a 300 €/m². Esta estrutura de mercado reflete bem o potencial de compra de antigas casas de viticultores para renovar e transformar em residências secundárias inseridas na paisagem do Ribeiro.

Itinerários 2026 de forte valor local

As autoridades galegas e os agentes locais apostam cada vez mais em itinerários que valorizam a cultura, a natureza e a economia das aldeias, em vez de um turismo de massas.

Para um futuro comprador, estas dinâmicas são importantes:

  • contribuem para manter escolas, comércio, serviços;
  • melhoram as infraestruturas (caminhos, sinalização, acessos);
  • reforçam a atratividade do seu imóvel para aluguer sazonal fora do verão.

Rías Baixas e Costa da Morte: estadias fora da época alta para preservar o equilíbrio

As Rías Baixas e a Costa da Morte estão no centro de uma reflexão sobre um turismo mais distribuído no tempo e no espaço.

Na prática, isso implica:

  • promoção de estadias na primavera e outono em vez de apenas em agosto;
  • eventos culturais dispersos ao longo do ano (festivais, festas gastronómicas, caminhadas guiadas);
  • incentivo a itinerários a pé ou de bicicleta entre aldeias.

Para si, proprietário ou investidor, pode significar:

  • melhor ocupação do imóvel ao longo de vários meses;
  • menos pressão sobre as aldeias no auge do verão, preservando a qualidade de vida;
  • um apelo especial para viajantes em busca de autenticidade em vez de turismo de massas.

Os pedidos observados nos distritos costeiros como Pontevedra ou Corunha já mostram o aumento de compradores que não procuram apenas o uso estival. Muitos projetos combinam estadias fora de época, teletrabalho pontual e aluguer algumas semanas no verão, o que contribui para equilibrar as visitas ao longo do ano.

Alojamento familiar e percursos patrimoniais impulsionados pela procura

A procura dirige-se cada vez mais para:

  • pequenas casas de aldeia para férias em família;
  • quartos de hóspedes ou casas rurais geridas por particulares;
  • percursos que combinam património, natureza, gastronomia e encontros locais.

Esta evolução beneficia diretamente os proprietários que escolhem:

  • renovar casas antigas para aluguer de curta ou média duração;
  • propor experiências simples, mas com raízes no território (cabaz de produtos locais, sugestões de passeios, contato com guias ou artesãos);
  • apostar numa decoração que respeite a pedra, a madeira e os materiais locais.

Em 2026 e além, as aldeias que conseguirem encontrar este equilíbrio entre abertura aos visitantes e respeito pelos habitantes serão as que melhor receberão novos residentes… ou a que apetece regressar todos os anos. 😊

Efeitos económicos no imobiliário das aldeias

O crescimento de um turismo mais qualitativo e a redescoberta das aldeias galegas têm efeitos visíveis no mercado imobiliário local.

Observa-se nomeadamente:

  • um regresso do interesse pela renovação do património antigo;
  • a criação de pequenas empresas locais (artesanato, restauração, serviços);
  • uma valorização progressiva, mas ainda moderada, dos preços em certos setores.

Renovações direcionadas, novas atividades artesanais e restauração

A pedra, há muito tempo negligenciada em alguns lugares, volta a ser um trunfo.

Cada vez mais projetos incidem sobre:

  • a recuperação de casas de pescadores ou casas de vila em pedra;
  • a transformação de antigas dependências em alojamento ou oficinas;
  • a valorização de pátios internos, pátios exteriores e pequenos jardins.

Estas renovações criam um círculo virtuoso:

  • geram trabalho para artesãos, pedreiros, carpinteiros, marceneiros locais;
  • incentivam a abertura de cafés, bares de vinhos, pequenos restaurantes de cozinha local;
  • contribuem para a reabilitação de ruas por vezes abandonadas.

Para um comprador estrangeiro, é importante:

  • rodear-se de uma boa equipa (arquiteto, artesãos, eventualmente um consultor imobiliário);
  • verificar as regras urbanísticas locais (zonas protegidas, fachadas históricas);
  • prever um orçamento de obras realista, normalmente mais elevado no património antigo.

As disparidades de preços entre províncias também recordam que a localização continua a ser determinante: um projeto de renovação no interior de Lugo ou Ourense não se calcula com as mesmas bases que uma casa de pescador nas Rías Baixas ou frente à Costa da Morte. Daí a importância de combinar o ambiente das aldeias visitadas no terreno com dados objetivos de preços e áreas de observatórios como o da Green Acres.

Oportunidades em pequenas casas perto da costa (orçamento < média Espanha)

Apesar desta dinâmica positiva, a Galiza continua geralmente abaixo da média espanhola em termos de preços imobiliários, especialmente fora das grandes cidades.

Isto traduz-se em:

  • pequenas casas de aldeia ainda a preços acessíveis;
  • lugares próximos da costa onde se pode encontrar imóveis com orçamento inferior ao das zonas muito turísticas do resto de Espanha;
  • margens de negociação ainda possíveis, principalmente em imóveis para reabilitar.

Claro que tudo depende:

  • da distância real ao mar ou a um centro movimentado;
  • do estado do imóvel (simples renovação estética ou obras de fundo);
  • da existência (ou não) de um pequeno espaço exterior: terraço, pátio, jardim.

Para um projeto de segunda residência, os tipos de imóvel frequentemente procurados são:

  • casas de granito de 60 a 100 m², com 2 ou 3 quartos;
  • pequenas casas de pescadores nas aldeias costeiras;
  • casas de vila com loja no rés-do-chão para oficina ou negócio complementar.

As pesquisas de compradores estrangeiros em zonas rurais de Lugo ou Ourense ilustram bem esta tendência: áreas grandes, preços medianos ainda baixos e uma clientela disposta a afastar-se um pouco da costa para ganhar espaço e orçamento. Em contrapartida, as províncias costeiras como Pontevedra ou Corunha concentram mais pedidos para imóveis prontos a habitar, normalmente mais próximos dos serviços e do Atlântico.

A Galícia rural como escolha de segunda residência

Escolher a Galiza rural como segunda residência é, frequentemente, procurar:

  • um clima mais ameno no verão do que no sul de Espanha;
  • um ambiente muito verde, com acesso rápido ao oceano;
  • uma sensação de “fim do mundo” ainda dentro da Europa.

Para um projeto de casa de férias ou futuro lar de reforma, alguns pontos merecem atenção especial.

Escolher bem a aldeia e o ritmo de vida

Antes de comprar, é aconselhável:

  • passar algum tempo localmente fora de época (primavera, outono, até inverno);
  • testar várias aldeias: costeiras, medievais, mais ou menos próximas de uma grande cidade;
  • observar a vida real: comércios abertos, escolas, transportes, ambiente à noite.

Coloque-se perguntas simples:

  • Pretende vir sobretudo no verão ou durante todo o ano?
  • Precisa de teletrabalhar (internet, espaço de escritório)?
  • Quer alugar o seu imóvel quando não está presente?

As respostas ajudarão a direcionar:

  • aldeias muito calmas, quase só residenciais;
  • ou, pelo contrário, vilas mais animadas, com eventos e vida associativa.

Levar em conta acessos, serviços e projeto a longo prazo

Uma segunda residência bem-sucedida é um lugar onde dá prazer voltar e um projeto coerente a longo prazo.

Verifique, principalmente:

  • a distância aos aeroportos (Santiago de Compostela, Corunha, Vigo);
  • a presença de serviços básicos: médico, mini-mercado, bar-restaurante;
  • a facilidade de acesso a pé ou de carro (estradas, estacionamento, declives).

Pense também no futuro:

  • poderá passar lá temporadas mais longas daqui a alguns anos?
  • a casa é adequada para uso fora do verão (isolamento, aquecimento, humidade)?
  • a revenda futura será facilitada pela localização e tipo de imóvel?

Na Galiza, um projeto de segunda residência bem-sucedido assenta frequentemente num trio:

  • uma aldeia viva, mesmo que pequena;
  • uma casa com carácter, mas confortável;
  • uma abordagem respeitadora do território e dos seus habitantes.

É precisamente esta mistura que atrai cada vez mais compradores para as mais belas aldeias da Galiza, entre lugares costeiros, granitos e tradições celtas. ✨

Ver as casas na Galiza

As aldeias da Galiza oferecem uma combinação rara: paisagens marítimas espetaculares, vilas medievais preservadas, património celta e preços imobiliários ainda acessíveis em comparação com outras regiões costeiras da Europa.

Combarro, Muros, Mondoñedo, Betanzos ou Ribadavia não são apenas cartões-postais bonitos: são lugares de vida, com os seus mercados, cafés, festas, e um tecido económico local que se fortalece graças à renovação e a um turismo mais responsável.

Com base tanto na experiência de terreno como em indicadores numéricos de preços e de áreas, é possível construir um projeto realista: casa de pescador em Muros, moradia familiar no interior de Lugo ou casa de vinicultor perto de Ribadavia. Para um projeto de residência secundária ou uma mudança de vida, a chave é escolher bem a sua aldeia, o seu ritmo e o tipo de imóvel, tendo em mente a realidade do dia a dia tanto quanto o charme das ruelas de granito. Com um acompanhamento adequado, a Galiza rural pode tornar-se o seu refúgio no fim do Atlântico, ancorado na pedra, no mar e nas tradições.

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