Mercado 2026 na Galícia: progressão suave e regular
Setembro 2026: 1 473 €/m² (+4,3 % a/a), um aumento controlado
Em setembro de 2026, o preço médio do imobiliário na Galícia situa-se em torno de 1 473 €/m², com um aumento de aproximadamente +4,3 % em um ano.
Esta evolução permanece moderada em comparação com outras regiões espanholas muito turísticas, onde os aumentos de dois dígitos se multiplicaram desde 2020. Na Galícia, o mercado avança a um ritmo mais sereno, o que ainda deixa portas abertas para novos entrantes. 🙂
Outro elemento-chave: a região regista uma série de aumentos mensais ininterruptos desde fevereiro de 2026. Isso traduz:
- uma procura sustentada, sobretudo nas zonas costeiras e nas grandes cidades como A Coruña, Vigo e as Rías Baixas;
- uma oferta que se torna ligeiramente mais escassa em certos segmentos (bens renovados, vista mar, centros históricos);
- um mercado globalmente saudável, sem aumentos bruscos dos preços.
Para um comprador, isso significa que ainda é possível negociar, especialmente fora dos locais mais procurados, mas que se torna arriscado esperar demasiado tempo nos sectores já muito disputados.
Entradas moderadas face às grandes regiões turísticas
Comparada à Costa del Sol, às Baleares ou a Barcelona, a Galícia mantém preços de entrada muito mais baixos. Concretamente, para um determinado orçamento, pode muitas vezes:
- comprar maior (maior área útil);
- visar uma localização melhor (proximidade do mar, centro da cidade);
- ou investir num imóvel com potencial de valorização (renovação, expansão).
A título indicativo, com um orçamento que só permitiria um pequeno apartamento em algumas estâncias balneares saturadas do sul de Espanha, ainda pode considerar:
- um apartamento confortável numa cidade galega dinâmica;
- uma pequena casa de aldeia para renovar, a menos de uma hora da costa;
- ou uma casa de férias simples mas bem localizada, numa zona costeira menos conhecida dos estrangeiros.
É essa combinação de preços contidos e alta qualidade de vida que faz hoje da Galícia um mercado observado por compradores à procura de valor a longo prazo.
Cidades e costas: leitura apurada dos valores
A Coruña e Vigo: acima da média, procura sustentada
As grandes cidades costeiras como A Coruña e Vigo apresentam preços superiores à média regional. Nelas observa-se:
- valores por m² significativamente mais elevados que os 1 473 €/m² regionais, sobretudo nas zonas centrais e próximas ao mar;
- uma procura local ativa, sustentada pelo emprego, serviços e universidades;
- um interesse crescente de compradores estrangeiros em busca de cidades « à medida humana ».
Na prática, o imobiliário de Vigo ilustra bem este posicionamento intermédio: os bens procurados no Green Acres, especializado em residências secundárias, apresentam um preço médio de cerca de 1 976 €/m² para áreas generosas, o que ainda é competitivo em relação a outras frentes atlânticas ou mediterrâneas.
Estas cidades acumulam várias vantagens:
- boa conexão com o resto de Espanha (estradas, comboios, aeroportos);
- presença de serviços completos (saúde, educação, comércio, cultura);
- proximidade imediata da costa e praias.
Para um comprador, são mercados onde:
- os preços de compra são mais elevados mas mais ligados aos fundamentos (emprego, serviços, atratividade);
- a liquidez na revenda é geralmente boa;
- a pressão sobre o arrendamento (longo prazo ou sazonal) pode sustentar um projeto híbrido residência + investimento.
Interior rural: elevado valor de uso, orçamentos controlados
No extremo oposto, o interior rural da Galícia mantém-se muito acessível. Encontra-se lá:
- casas de aldeia ou de campo a preços muitas vezes bem inferiores à média regional;
- imóveis com terreno, anexos ou potencial agrícola;
- um património construído antigo, frequentemente em pedra, a renovar ou já renovado.
O valor de uso é elevado para quem procura:
- um ritmo de vida mais lento;
- espaços exteriores, jardim, horta;
- um ambiente natural preservado, entre florestas, vales e rios.
Em contrapartida, deve-se aceitar:
- uma revenda potencialmente mais demorada do que nas grandes cidades ou frente ao mar;
- serviços por vezes mais distantes (saúde, escolas, comércio);
- por vezes grandes trabalhos de renovação, sobretudo no parque antigo.
Para quem procura uma residência principal no campo ou uma segunda casa com orçamento reduzido, estas zonas rurais oferecem, contudo, uma porta de entrada única na Galícia, com uma relação preço/qualidade de vida muitas vezes muito interessante. 🌿
Perfis dos compradores em 2026
Residenciais nacionais maioritários, estrangeiros em crescimento no litoral
Em 2026, o mercado imobiliário galego continua dominado pelos compradores nacionais:
- famílias locais comprando a sua residência principal;
- famílias espanholas originárias da região que regressam ou mantêm uma segunda casa;
- ativos móveis escolhendo a Galícia pelo seu estilo de vida.
Paralelamente, a fatia dos compradores estrangeiros aumenta, sobretudo nas:
- zonas costeiras bem servidas;
- cidades como A Coruña, Vigo ou as Rías Baixas;
- alguns municípios balneares que oferecem um bom compromisso entre autenticidade e serviços.
Os dados do Green Acres, que monitoriza as pesquisas por residências secundárias, confirmam este aumento: na província da Corunha, compradores franceses, americanos e holandeses concentram juntos mais de um terço da procura estrangeira, com orçamentos medianos geralmente entre 200 000 e 300 000 € para áreas próximas ou superiores a 200 m².
O perfil típico destes compradores internacionais:
- procura por residência secundária ou uso misto (teletrabalho + férias);
- sensibilidade ao clima oceânico temperado, menos extremo do que noutras zonas de Espanha;
- busca de autenticidade cultural, gastronomia e natureza.
Este aumento permanece moderado, o que limita por agora os excessos especulativos registados noutras regiões, mas poderá intensificar-se até 2030, sobretudo se o turismo internacional continuar a crescer.
Investidores de longo prazo: renovação e segundas casas
Observa-se também uma presença crescente de investidores de longo prazo, frequentemente mais pacientes e seletivos. Os seus focos privilegiados:
- imóveis a renovar em cidade ou em vilas bem localizadas;
- segundas casas à beira-mar ou nas proximidades, com potencial de arrendamento sazonal;
- propriedades rurais com terreno, para projetos turísticos, agroturismo ou reforma ativa.
Na província de Pontevedra, por exemplo, as pesquisas demonstram uma forte presença de clientes suíços, britânicos, holandeses ou alemães, com orçamentos frequentes de 300 000 a 450 000 € ou mais, para áreas generosas. Este perfil de comprador contribui para dinamizar a renovação de casas antigas e propriedades com terreno, elevando gradualmente o mercado em certos segmentos do litoral.
A lógica é menos do « negócio rápido » a curto prazo do que:
- a constituição de um património imobiliário a um custo ainda razoável;
- a busca de um rendimento locativo estável, mais do que espetacular;
- a valorização progressiva através de obras de renovação e atualização energética.
Para um particular, isso significa que ainda é possível posicionar-se em imóveis com potencial, desde que antecipe:
- o orçamento global (compra + obras + tempo);
- as normas e incentivos disponíveis para renovação;
- a procura de arrendamento ou revenda na área escolhida.
Perspectivas 2026–2030: um mercado em estruturação
Normalização dos preços com o aumento do turismo
Os dados do INE (Instituto Nacional de Estatística) mostram uma tendência de crescimento do turismo na Galícia nos últimos anos: mais visitantes, mais noites e um interesse crescente pelos itinerários culturais e naturais (incluindo o Caminho de Santiago).
A médio prazo (2030), esta dinâmica pode gerar:
- uma normalização progressiva de preços nas zonas mais turísticas, aproximando-se dos níveis observados noutras regiões costeiras ainda acessíveis;
- o fortalecimento dos mercados locais de arrendamento sazonal e arrendamento de média duração (teletrabalhadores, estadias de bem-estar, retiros criativos);
- maior atenção das autoridades públicas às questões de habitação dos residentes e ao equilíbrio com o turismo.
Para o comprador, tal cenário implica:
- um potencial de valorização interessante para imóveis bem localizados e bem geridos;
- mas também a necessidade de estar atento à regulamentação local sobre arrendamento turístico.
Aceleração da eficiência energética no parque antigo
Como no resto da Europa, a Galícia antecipa uma aceleração das renovações energéticas até 2030, especialmente em:
- o parque antigo nos centros históricos;
- as casas rurais tradicionais;
- os edifícios construídos antes das recentes normas térmicas.
Vários fatores convergem:
- o aumento do custo da energia, que incentiva o melhor isolamento;
- políticas públicas de descarbonização do património edificado, com ajudas e subsídios;
- a procura crescente de moradores por habitações confortáveis para verão e inverno.
Concretamente, para um comprador 2026–2030, isto traduz-se em:
- uma possível mais-valia para imóveis já renovados energeticamente (melhor valorização, revenda mais fácil);
- oportunidades de compra em imóveis a renovar, se o custo das obras for bem gerido;
- a importância de analisar de perto os certificados energéticos e diagnósticos no momento da compra.
Incorporar a dimensão energética no seu projeto na Galícia significa não só ganhar em conforto e controlar os custos, mas também preparar o valor futuro do seu imóvel para 2030 e além. 🔍