Múrcia
01/12/2025
Stéphane Rabenja

Preços do mercado imobiliário em Múrcia: o sudeste espanhol ainda acessível

Procura um recanto do Mediterrâneo ainda acessível, longe dos preços loucos da Costa Brava ou da Costa del Sol? Múrcia combina sol, mar e orçamentos razoáveis, ao mesmo tempo que apresenta uma bonita dinâmica de crescimento.

Entre a Costa Cálida, aldeias do interior e bairros urbanos em plena transformação, esta região do sudeste espanhol atrai cada vez mais compradores europeus em busca de residência secundária, investimento para arrendamento ou de uma mudança de vida duradoura. 😊

Mercado imobiliário em Múrcia em 2026: orçamento acessível e forte crescimento

Em 2026, Múrcia continua a ser um dos mercados imobiliários mais acessíveis de Espanha, ao mesmo tempo que mostra sinais claros de valorização.

Para um comprador estrangeiro, isso significa uma combinação rara:

  • preços por m² ainda inferiores aos das grandes costas espanholas,
  • uma valorização regular dos imóveis,
  • e um mercado em ascensão, mas ainda menos especulativo que os destinos espanhóis já consagrados.

Abril de 2026: cerca de 1.776 €/m², aumento de 7,5% em um ano

Por volta de abril de 2026, o preço médio em Múrcia situa-se em torno de 1.776 €/m².

Em relação ao ano anterior, isso representa um aumento de cerca de 7,5% em um ano, posicionando Múrcia:

  • acima da inflação geral,
  • entre os crescimentos regionais mais altos de Espanha,
  • mas ainda longe dos níveis de preços de regiões de alta pressão como as Baleares ou Barcelona.

Concretamente, com um orçamento de 180.000 €, ainda é possível encontrar:

  • um apartamento de tamanho confortável próximo à costa (não na primeira linha),
  • uma pequena casa de vila para renovar no interior,
  • ou um apartamento recente em certos bairros da cidade de Múrcia.

Os dados das pesquisas de compradores no Green-acres, especializado em segundas residências, confirmam esta posição: os anúncios imobiliários em Múrcia giram em torno de cem metros quadrados, adequados para famílias que procuram uma casa confortável mas ainda acessível.

Outras fontes: pico recente de 1.904 €/m² em agosto de 2026

Algumas bases de dados e portais imobiliários indicam um pico em torno de 1.904 €/m² em agosto de 2026.

Esta diferença em relação aos 1.776 €/m² de abril explica-se por vários fatores:

  • sazonalidade: a procura aumenta no verão na Costa Cálida,
  • o peso crescente de propriedades de alto padrão (residências com piscina, vista mar),
  • uma oferta mais limitada nos segmentos de maior procura.

Para o comprador, isso significa que o mercado pode experimentar picos pontuais, especialmente no litoral, mantendo-se globalmente acessível a nível nacional. Estratégias:

  • escolher bem o momento da busca,
  • agir rápido em propriedades de qualidade,
  • e reservar margem no orçamento para negociar ou reformar.

Quem compra em Múrcia? Um mercado muito europeu

O perfil do mercado murciano também se reflete pela nacionalidade dos compradores. Segundo pedidos registados no Green-acres, os franceses lideram compras estrangeiras em Múrcia, com cerca de 18% das pesquisas e um orçamento médio em torno de 209.000 € para áreas perto de 115 m².

Depois vêm holandeses, alemães e belgas, todos com orçamentos semelhantes (entre 190.000 e 240.000 €) e superfícies médias entre 110 e 120 m². Os britânicos continuam presentes, enquanto mercados mais recentes como Suíça, Polônia, Estados Unidos ou Romênia estão a emergir progressivamente.

Este perfil de compradores ilustra bem o DNA de Múrcia: clientela sobretudo europeia, sobretudo famílias ou reformados, que procuram boa proporção entre área e preço e não se limitam apenas à primeira linha da praia.

Perfis de mercado e zonas-chave em Múrcia

O mercado de Múrcia lê-se, na verdade, como um mosaico de micromercados, com dinâmicas diferentes entre litoral e interior.

Zonas costeiras (Costa Cálida): estrangeiros e segundas residências

A Costa Cálida, que se estende ao longo do Mediterrâneo e da Mar Menor, é o motor mais visível do mercado. Encontram-se lá:

  • empreendimentos recentes com piscinas, jardins e serviços,
  • apartamentos em complexos turísticos,
  • moradias ou casas geminadas para segunda residência.

O perfil dos compradores é muito internacional:

  • reformados europeus à procura de sol todo o ano,
  • famílias querendo uma casa de férias,
  • investidores esperando rendimento com aluguer sazonal.

Nestas áreas, os preços são naturalmente mais elevados do que no interior, mas continuam competitivos quando comparados a outras costas de Espanha. Os maiores trunfos da Costa Cálida:

  • clima ameno e ensolarado durante quase todo o ano,
  • infraestruturas turísticas em desenvolvimento,
  • boa acessibilidade a partir de vários aeroportos europeus.

Os orçamentos registados nos pedidos estrangeiros (muitas vezes entre 180.000 e 250.000 € para imóveis com cerca de cem metros quadrados) ilustram esta atratividade: suficientemente elevados para mirarem residências recentes com piscina ou boa vista, mas ainda distantes dos valores de entrada na Costa del Sol ou Baleares.

Para quem pensa em segunda residência com potencial para arrendar, estas áreas estão normalmente no topo da lista. 🌞

Interior de Múrcia: mais oportunidades, mas é preciso renovar

No interior, o mercado tem outro rosto. As aldeias e pequenas cidades oferecem:

  • casas de aldeia a preços muito acessíveis,
  • fincas e propriedades rurais com terreno,
  • imóveis de caráter às vezes mantidos na mesma família há gerações.

A contrapartida destes preços baixos: a renovação é muitas vezes necessária. É preciso prever:

  • obras de atualização (eletricidade, canalização),
  • melhorias de conforto (isolamento, janelas, aquecimento),
  • eventualmente tramitações administrativas para regularizar parte da edificação.

Ainda assim, estes locais interiores podem ser uma excelente opção se você:

  • procura espaço, sossego e um ritmo de vida mais rural,
  • está disposto a gerir uma reforma,
  • procura um orçamento geral (compra + obras) inferior ao de um imóvel pronto no litoral.

Também é nestas zonas que ainda se encontram oportunidades para uma mudança de vida total: casa principal, horta, negócio turístico de pequena escala… desde que tenha apoio jurídico e técnico adequado. 🙂

Perspectivas 2026-2030 e rendimento potencial em Múrcia

Além do instantâneo dos preços, o que interessa a muitos compradores é a evolução do mercado nos próximos anos.

Crescimento de 4% a 8% ao ano esperado até 2027

As projeções disponíveis apontam para um crescimento anual de cerca de 4% a 8% até 2027 em toda a região de Múrcia.

Essa faixa depende muito da localização e do tipo de imóvel:

  • as zonas costeiras e imóveis recentes bem localizados tendem para o topo da faixa,
  • áreas rurais ou imóveis que precisam de grandes obras ficam na parte mais baixa, ou até abaixo, caso não haja investimento em reformas.

Para um investidor ou comprador que pensa em revender no médio prazo, isto pode significar:

  • valorização interessante em 5 a 10 anos,
  • complemento ao rendimento de aluguel (sazonal ou anual),
  • um mercado ainda em fase de recuperação em relação a regiões espanholas mais caras.

Os orçamentos medianos por nacionalidade (entre 180.000 e 240.000 € para a maioria dos europeus) também dão uma ideia do valor de entrada para revenda mais fácil: imóveis bem conservados e nesta faixa encontram mais compradores internacionais.

Riscos moderados: mercado ainda discreto

Múrcia continua a ser um mercado relativamente discreto face às grandes estrelas do imobiliário espanhol. Esta posição « fora do radar » traz várias vantagens, mas também alguns riscos.

Aspetos positivos:

  • menos especulação a curto prazo do que em mercados muito mediáticos,
  • procura estrangeira crescente mas ainda controlável,
  • preços a subir, mas de forma conectada aos rendimentos locais.

Riscos a considerar:

  • alguma dependência do turismo e de compradores estrangeiros em certas zonas costeiras,
  • mercado do interior por vezes mais lento para revender,
  • necessidade de segurança em cada etapa (urbanismo, legalidade do imóvel, condomínio, etc.).

Combinando os dados dos preços e os perfis de compradores estrangeiros observados no Green-acres, percebe-se um mercado ainda razoável mas cada vez mais estruturado em torno de uma clientela internacional exigente: algo a ter em conta ao definir orçamento, obras… e horizonte da revenda.

A chave é abordar Múrcia com visão clara:

  • Qual o seu horizonte de tempo (uso pessoal, revenda, herança)?
  • Que nível de obras está disposto a assumir?
  • Que parte do orçamento depende de financiamento bancário?

Com estratégia bem definida e bom acompanhamento, Múrcia pode oferecer um ótimo equilíbrio entre qualidade de vida, acessibilidade e potencial de retorno a médio prazo. 😉

Ver casas em Múrcia

Múrcia afirma-se progressivamente como uma alternativa credível às zonas costeiras espanholas mais caras: preços ainda acessíveis, um crescimento sólido em torno de 7,5% ao ano recentemente, e perspetivas de 4 a 8% de valorização anual até 2027.

Impulsionada por uma clientela estrangeira muito europeia — com destaque para franceses, neerlandeses, alemães e belgas — a região atrai orçamentos geralmente entre 180.000 e 250.000 €, suficientes para visar imóveis confortáveis, nomeadamente na Costa Cálida.

Entre o litoral voltado para residências secundárias e o interior mais autêntico, Múrcia oferece uma vasta gama de perfis de imóveis, desde pequenos apartamentos de férias até casas de aldeia para renovar. Se dedicar tempo a definir bem o seu projeto, a escolher a zona certa e a rodear-se de especialistas locais, a região pode ser o cenário de um investimento sustentável tanto quanto de uma verdadeira mudança de vida ao sol.

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