Canárias 2026: clima estável, afluxo recorde e economia impulsionada pelo turismo
As Canárias beneficiam de um clima subtropical ameno que limita as variações de temperatura. O inverno continua suave, o verão raramente é sufocante graças aos ventos alísios, com uma média anual em torno de 20–22°C.
Este conforto climático, aliado à proximidade com a Europa, alimenta uma economia fortemente orientada para o turismo, serviços e, cada vez mais, para estadias médias e longas de trabalhadores remotos e aposentados.
6,76 milhões de visitantes estrangeiros em 5 meses (+4,1% a/a)
A recente dinâmica turística ilustra o duradouro apelo do arquipélago. Nos primeiros cinco meses do ano, as Canárias receberam cerca de 6,76 milhões de viajantes estrangeiros, um aumento de cerca de 4,1% em relação ao ano anterior.
Na prática, isso significa:
- maior fluxo de visitantes ao longo do ano, não apenas na alta temporada;
- demanda crescente por acomodações, inclusive para alugueres de média duração;
- impacto direto no emprego sazonal na hotelaria-restauração, comércio e serviços.
Para um comprador imobiliário, isso pode se traduzir em:
- boa liquidez de aluguer nas zonas turísticas mais consolidadas;
- preços em alta em certos micro-mercados (beira-mar, centros históricos, bairros bem conectados);
- concorrência mais acirrada por imóveis bem localizados e bem mantidos.
Os dados de pesquisa observados na Green Acres confirmam esta tendência: a procura internacional permanece forte nas ilhas mais conectadas, com interesse marcado tanto por propriedades bem localizadas quanto por comunidades mais afastadas, desde que permaneçam acessíveis e tenham serviços básicos.
Verão 2026: pico histórico de visitantes e gastos
As projeções para o verão de 2026 antecipam um novo pico de visitantes nas Canárias, sustentado por:
- uma clientela europeia fiel (Reino Unido, Alemanha, países nórdicos, França, Itália);
- o aumento das estadias multi-ilhas (combinando Tenerife, Gran Canaria, Lanzarote, Fuerteventura);
- aumento dos gastos por visitante, principalmente em hospedagem e experiências (excursões, gastronomia, desportos náuticos).
Para quem pensa em viver na região durante todo o ano, isso implica um ritmo insular que muda conforme as estações:
- na alta temporada, mais tráfego, ruído, vida noturna, mas também mais serviços disponíveis;
- fora da temporada alta, ambiente mais calmo, ideal para um cotidiano mais tranquilo, mantendo as infraestruturas abertas nas grandes ilhas.
Com vistas para 2026, as autoridades regionais também estudam uma melhor distribuição dos fluxos turísticos para limitar a pressão sobre certas áreas costeiras. Isso pode abrir oportunidades em localidades um pouco mais afastadas, mas bem servidas. 🙂
Viver em Tenerife, Gran Canaria, Lanzarote, Fuerteventura: serviços, preços de energia e perfis de compradores
As quatro ilhas principais – Tenerife, Gran Canaria, Lanzarote e Fuerteventura – concentram a maioria da população, dos serviços de saúde, estabelecimentos de ensino e áreas comerciais.
Para um projeto de vida, é muitas vezes nelas que se foca a procura de imóvel, antes de, eventualmente, olhar para ilhas menores, após estar bem instalado.
Bacias urbanas completas, custo de vida insular a antecipar
Tenerife e Gran Canaria dispõem de verdadeiras bacias urbanas completas em torno de:
- Santa Cruz de Tenerife e La Laguna;
- Las Palmas de Gran Canaria e sua zona metropolitana.
Nelas pode-se encontrar:
- hospitais e clínicas modernas;
- universidades e escolas internacionais;
- centros comerciais, ofertas culturais, transportes públicos estruturados;
- serviços administrativos e profissionais (advogados, notários, bancos, contabilistas).
Nestas capitais insulares, os mercados imobiliários refletem esse papel de centro de serviços. Em Santa Cruz de Tenerife, por exemplo, os imóveis cobrem um largo espectro, desde apartamentos no centro até casas com vista mar, permitindo que perfis diversos (famílias, aposentados, teletrabalhadores) encontrem um compromisso entre acessibilidade e serviços.
Lanzarote e Fuerteventura são um pouco menos densas, mas ainda bem equipadas para um dia a dia confortável, especialmente em torno de:
- Arrecife, Costa Teguise, Puerto del Carmen, Playa Blanca (Lanzarote);
- Puerto del Rosario, Corralejo, Caleta de Fuste (Fuerteventura).
Em Arrecife, o coração urbano de Lanzarote, as pesquisas para segundas residências mostram apetência por áreas relativamente compactas, adequadas para vida anual ou estadias mais longas.
No entanto, é necessário antecipar certos efeitos do custo de vida insular:
- parte dos bens de consumo é importada, o que pode encarecer alguns produtos;
- os alugueres e preços de compra podem ser elevados nas áreas mais turísticas;
- o acesso a alguns serviços especializados pode exigir deslocação até às capitais das ilhas.
Num orçamento de vida, é importante:
- prever uma margem para deslocações interilhas e para o continente;
- comparar custos de saúde privada e seguros;
- analisar com precisão as despesas de condomínio e custos de manutenção, especialmente para casas com piscina ou à beira-mar.
Quem compra onde? Foco em Tenerife e Gran Canaria
Além do fluxo turístico, a estrutura da procura internacional imobiliária diz muito sobre os usos. Segundo dados de pesquisas registadas na Green Acres, os compradores internacionais em Tenerife distribuem-se principalmente entre:
- italianos muito presentes, atraídos por apartamentos de tamanho médio nas estâncias balneares e áreas urbanas bem servidas;
- franceses, alemães, suíços e belgas que preferem áreas mais generosas para uma utilização mista de segunda residência ou quase principal;
- perfis de Europa Central (Roménia, Polónia, Eslováquia), que frequentemente procuram propriedades mais compactas, mas bem localizadas.
No departamento de Las Palmas (Gran Canaria, Lanzarote, Fuerteventura), a hierarquia é bastante semelhante: a procura italiana continua no topo, seguida de perto pelos compradores franceses, com orçamentos medianos intermédios, muitas vezes em apartamentos próximos do litoral ou de zonas animadas.
Para um candidato à instalação, isso dá um guia sobre a concorrência potencial: algumas áreas balneares muito internacionais verão preços mais dinâmicos do que localizações interiores ou bairros mais residenciais.
Oferta cultural crescente e mercado de trabalho sazonal
A vida nas Canárias não se resume à praia. A oferta cultural está em expansão, impulsionada por:
- festivais de música, cinema e teatro nas principais cidades;
- museus e centros de arte (em especial em Tenerife, Gran Canaria e Lanzarote);
- um calendário de eventos tradicionais (carnavais, festas patronais) muito vivo.
Isso reforça o apelo das ilhas para residentes anuais, que podem desfrutar:
- de um ambiente natural excecional (vulcões, trilhas, surf, mergulho, vela);
- de uma vida social internacional, especialmente em certos bairros preferidos por expatriados;
- de uma sensação de segurança apreciada por famílias e aposentados.
No lado do emprego, o mercado continua fortemente orientado para:
- turismo e serviços (hotelaria, restauração, lazer);
- comércio e distribuição;
- serviços pessoais e profissões independentes (freelancer, teletrabalho).
O trabalho sazonal está muito presente, sobretudo:
- no verão e nas férias de inverno;
- nas estâncias balneares e zonas próximas aos aeroportos.
Nas áreas mais turísticas de Fuerteventura, como Corralejo ou Caleta de Fuste, a atividade sazonal condiciona diretamente a procura por pequenos apartamentos ou moradias geminadas, um segmento encontrado em casas à venda em Corralejo.
Para um projeto de vida financiado por emprego local, é essencial:
- avaliar bem as reais perspetivas profissionais;
- prever um período de transição financeira;
- considerar, se possível, uma fonte de rendimento independente da estação (teletrabalho, negócio online, pensão).
Conectividade aérea e projetos de infraestrutura
Viver numa ilha implica uma dupla questão: como sair facilmente do arquipélago e como se deslocar entre as ilhas no dia a dia ou quase.
As Canárias dispõem de uma rede de aeroportos especialmente densa para um território deste tamanho, complementada por ligações marítimas regulares.
Programa de expansão Tenerife Sul (capacidade prevista 20 M pax)
O aeroporto Tenerife Sul (Tenerife Sur – Reina Sofía) desempenha um papel fundamental na conectividade do arquipélago com o Norte da Europa e a Europa continental.
Um programa de expansão prevê uma capacidade-alvo de cerca de 20 milhões de passageiros por ano. Este aumento permite:
- melhor gestão dos picos de tráfego na alta temporada;
- possibilidade de aumentar frequências em algumas rotas existentes;
- margem para receber novas companhias e novas rotas.
Para residentes e investidores, este tipo de projeto é um sinal forte:
- confirma a vontade de manter as Canárias como grande hub turístico;
- assegura a médio prazo o valor de imóveis bem localizados e bem servidos;
- melhora o conforto das viagens, especialmente para quem viaja frequentemente para o continente.
Dados AENA: fluxos regulares e aumento das rotas
Os dados do operador aeroportuário AENA mostram fluxos regulares de passageiros para as grandes cidades europeias, com:
- ligações diretas frequentes à Espanha peninsular (Madrid, Barcelona, Valência, Sevilha, etc.);
- numerosos voos desde e para o Reino Unido, Alemanha, países nórdicos, França, Bélgica e Itália;
- crescimento das companhias low-cost, que puxam os preços para baixo em certos períodos.
Esta forte conectividade aérea é uma vantagem para:
- nômades digitais que precisam retornar regularmente ao seu país de origem;
- famílias binacionais ou espalhadas por vários países;
- investidores que desejam acompanhar de perto a gestão do seu imóvel.
À escala do arquipélago, a combinação:
- de voos frequentes entre ilhas;
- ferries diários entre certas ilhas;
- de uma rede rodoviária globalmente em bom estado,
torna possível um estilo de vida no qual se pode trabalhar numa ilha, viver noutra ou simplesmente alternar ambientes ao longo dos meses.
As Canárias, qualidade de vida temperada com serviços todo o ano
Por trás da imagem de férias perpétuas, as Canárias oferecem sobretudo um ambiente de vida temperado e relativamente estruturado, o que explica porque tantas pessoas vivem lá todo o ano.
Para um projeto imobiliário, é útil ter em mente alguns princípios-chave:
- o clima é um grande trunfo, mas os microclimas podem ser muito diferentes de um vale para outro;
- as grandes cidades e estâncias turísticas têm serviços completos, mas também preços mais altos;
- a sazonalidade turística influencia a vida quotidiana (trânsito, ruído, emprego), mas sem comprometer uma verdadeira estabilidade anual.
Viver nas Canárias é aceitar um certo ritmo insular:
- mais lento que nas grandes metrópoles europeias;
- muitas vezes voltado para o exterior (esplanadas, praias, trilhas);
- com forte valor para a vida de bairro e relações informais.
Para quem pensa em mudar de vida, pode ser útil:
- testar o arquipélago em várias estações (inverno, primavera, verão) antes de comprar;
- explorar várias ilhas para sentir as diferentes atmosferas;
- conversar com residentes antigos para refinar seu projeto.
Nesta fase exploratória, os dados de mercado de plataformas especializadas também permitem verificar a adequação entre o seu orçamento, as necessidades de espaço e a realidade das propriedades disponíveis nos diferentes centros urbanos.
Uma vez estabelecidos esses parâmetros, a aquisição de um imóvel – apartamento na cidade, casa em condomínio, pequena finca no interior – pode tornar-se o ponto de partida para um novo estilo de vida, mais leve, mas igualmente conectado. 🌞