Madrid 2026: metrópole europeia com grandes ambições residenciais
Em 2026, Madrid confirma seu status de grande metrópole europeia, mas com uma particularidade: a cidade coloca a habitação no centro de sua estratégia de desenvolvimento. O objetivo é claro: acolher mais habitantes sem degradar a qualidade de vida, permanecendo atrativa para capitais internacionais.
Investimentos privados e internacionais: volumes recordes, +39% no 1º trimestre de 2026
O mercado madrileno atrai massivamente investidores privados e institucionais, espanhóis e estrangeiros. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o volume de investimentos imobiliários aumentou cerca de +39%, um número que demonstra grande confiança na solidez do mercado local.
Vários fatores explicam esse entusiasmo:
- um quadro jurídico relativamente estável, tanto para investidores quanto para particulares;
- um crescimento econômico superior à média europeia nos últimos anos;
- um mercado de locação dinâmico, impulsionado pela demografia, pelo teletrabalho e pela chegada de talentos internacionais;
- uma percepção de Madrid como alternativa mais acessível do que outras capitais, como Paris, Londres ou Amsterdã.
Para um comprador particular, esses fluxos de capitais são tanto um sinal de confiança quanto um elemento a integrar em sua estratégia: a competição pode ser mais intensa em certos segmentos, mas a liquidez do mercado e o valor patrimonial de longo prazo são fortalecidos.
Essa internacionalização também é vista no perfil dos compradores estrangeiros. Segundo os pedidos registrados no Green-Acres para a região de Madrid, os Estados Unidos lideram com cerca de 18% das buscas estrangeiras, seguidos pela França (12%), depois Reino Unido, Hong Kong e Itália (7% cada).
Os orçamentos medianos costumam ser elevados, especialmente para alguns compradores europeus e asiáticos, o que confirma o apelo de Madrid para uma clientela internacional de alto padrão.
Habitação de qualidade, densificação controlada, zonas periféricas em expansão
Madrid não se limita a adicionar moradias, a cidade busca integrá-las melhor. A estratégia municipal aposta em uma densificação controlada, prioritariamente ao redor dos eixos de transporte e das zonas já urbanizadas.
Concretamente, isso se traduz em:
- projetos de novas moradias com padrões modernos de conforto (eficiência energética, espaços comuns, serviços integrados);
- a reabilitação de edifícios antigos para melhorar isolamento, segurança e desempenho ambiental;
- um desenvolvimento planejado das periferias, com criação de bairros mistos (residencial, escritórios, comércios, equipamentos públicos).
Para os futuros moradores, isso significa mais escolha entre:
- o charme dos bairros centrais, geralmente mais caros, mas muito animados;
- os novos conjuntos urbanos na periferia, mais acessíveis, bem conectados, pensados para famílias e teletrabalho;
- zonas intermediárias em plena transformação, onde ainda se pode encontrar um bom compromisso preço/qualidade de vida.
Bairros e periferias a acompanhar
Madrid é um mosaico de bairros de identidades muito marcadas. Para um projeto de vida ou um investimento, é essencial compreender bem as grandes tendências entre centro, zonas consolidadas e novas periferias.
Centro de Madrid: mercado de alto padrão (+12% a/a em 2026 nos bairros prime)
O centro de Madrid – com bairros como Salamanca, Chamberí, Justicia ou certos setores do Centro – permanece o coração de alto padrão do mercado. Em 2026, os bairros considerados prime registram um aumento de preços da ordem de +12% em um ano.
Esses bairros concentram:
- arquitetura histórica valorizada (edifícios de época, tetos altos, varandas, pátios);
- grande riqueza cultural (museus, teatros, galerias, gastronomia);
- serviços urbanos de alto nível (comércio de proximidade, transporte, escolas privadas e internacionais);
- alta demanda de locação, tanto de longo prazo quanto temporária mobiliada.
O bilhete de entrada é elevado, mas esses setores oferecem:
- valorização patrimonial geralmente mais resiliente em períodos de desaceleração;
- perfil de vizinhança mista: famílias de alta renda, executivos, expatriados, aposentados ativos;
- estilo de vida muito urbano: tudo se faz a pé ou de transporte público 🚇.
Para quem? Compradores que procuram:
- uma residência principal elegante no coração da cidade;
- um pied-à-terre internacional em uma capital europeia;
- um investimento patrimonial para aluguel, com risco percebido como moderado.
Periferias e novos grandes projetos urbanísticos: Valdecarros, Los Berrocales, 278.000 futuras moradias
Além do centro e dos bairros já estabelecidos, Madrid aposta em grandes projetos urbanísticos para atender à crescente demanda por moradia. Entre os mais emblemáticos:
- Valdecarros: grande desenvolvimento ao sudeste de Madrid, pensado como uma nova parte da cidade completa (moradias, comércios, áreas verdes, equipamentos públicos).
- Los Berrocales: outro grande projeto na mesma dinâmica, com forte ambição de mobilidade, sustentabilidade e integração paisagística.
No total, esses novos empreendimentos e outras operações associadas visam a criação de cerca de 278.000 moradias a médio e longo prazo.
Para um comprador, esses projetos podem representar:
- uma oportunidade de acessar imóveis novos a preços geralmente inferiores aos do centro;
- planos urbanísticos que incluem escolas, parques, ciclovias, centros de saúde;
- um ambiente pensado para famílias e profissionais em teletrabalho, com boa conectividade às vias rodoviárias e, progressivamente, aos transportes públicos pesados.
Pontos de atenção a ter em mente:
- os prazos de realização, às vezes longos, entre o anúncio do projeto e a entrega efetiva;
- a evolução das infraestruturas de transporte, essencial para o valor a longo prazo;
- a necessidade de analisar bem o incorporador, o cronograma e o entorno real do projeto.
Esses novos bairros podem se adequar:
- a famílias em busca de espaço, equipamentos modernos e preços mais acessíveis;
- a investidores de longo prazo, prontos para acompanhar o crescimento gradual do bairro.
Qualidade de vida e serviços urbanos reforçados
Se Madrid atrai tanto, não é só por seus números econômicos, mas também por uma qualidade de vida frequentemente citada entre as melhores da Europa. A cidade cultiva um equilíbrio entre dinamismo urbano, cultura e convivialidade cotidiana.
Transporte, cultura, áreas verdes: competitividade europeia reforçada
Madrid investiu muito em suas infraestruturas nas últimas décadas e continua esse esforço em 2026.
No transporte, você conta com:
- uma rede de metrô densa, confiável e relativamente acessível;
- uma malha de ônibus e trens suburbanos (Cercanías) que cobre bem a metrópole;
- infraestruturas rodoviárias estruturantes (M-30, M-40, M-50), facilitando a ligação com as periferias;
- um grande aeroporto internacional, Adolfo Suárez Madrid-Barajas, muito bem conectado ao centro.
Na cultura e lazer:
- grandes museus (Prado, Reina Sofía, Thyssen-Bornemisza) e muitos outros mais discretos;
- casas de concerto, teatros, cena gastronômica variada, vida noturna animada 🌃;
- eventos esportivos e culturais durante todo o ano.
E para o ambiente urbano:
- grandes parques como o Retiro ou a Casa de Campo;
- projetos que visam aumentar áreas verdes de proximidade e reduzir o espaço dos carros em alguns setores;
- atenção crescente à qualidade do ar e à resiliência climática.
Para um futuro residente, isso se traduz em um cotidiano onde se pode:
- viver sem carro ou usando-o muito pouco;
- transitar facilmente entre trabalho, lazer e vida de bairro;
- aproveitar uma cidade animada tanto no verão quanto no inverno, com mais de 2.700 horas de sol por ano.
Crescimento do teletrabalho e migração interna para Madrid
Nos últimos anos, o teletrabalho mudou profundamente a forma de viver em Madrid. Muitos profissionais espanhóis – e também europeus – escolhem a capital para se beneficiar:
- de um amplo mercado de trabalho, inclusive para perfis internacionais;
- de boas conexões digitais e de um ecossistema de coworkings;
- de um clima agradável e de um custo de vida ainda competitivo em relação a outras grandes capitais.
Essa dinâmica resulta em:
- uma migração interna significativa de outras regiões espanholas para Madrid;
- maior demanda por moradias adaptadas ao teletrabalho (quarto extra, área externa, boa conexão de internet);
- um interesse crescente por bairros periféricos bem conectados, oferecendo mais metros quadrados para um determinado orçamento.
Para famílias e casais ativos, isso abre vários cenários:
- viver em um bairro central, porém com moradia mais compacta;
- priorizar a periferia bem servida, com mais espaço e às vezes um jardim;
- optar por uma moradia nova pensada para o teletrabalho, nos novos empreendimentos urbanos.
Os dados de procura vindos de países como Estados Unidos, França ou Reino Unido ilustram bem essa tendência: muitos compradores planejam usar seu imóvel madrileno de forma híbrida, como residência principal, teletrabalho internacional e pied-à-terre europeu, o que contribui para sustentar os preços nos segmentos mais procurados.
Madrid, um mercado residencial estruturado em torno da estabilidade e do valor patrimonial
Além das modas passageiras, Madrid se impõe como um mercado residencial estruturado, em que a noção de valor patrimonial permanece central. Para um projeto de vida, isso conta tanto quanto para um investimento estritamente financeiro.
Em relação a outras grandes capitais europeias, Madrid oferece:
- uma combinação rara de estabilidade, crescimento demográfico e qualidade de vida;
- um parque de imóveis variado (antigo, novo, recém-construído) adaptado a diferentes perfis de compradores;
- um ambiente jurídico e fiscal relativamente claro, inclusive para compradores estrangeiros residentes.
Nessa lógica, várias abordagens são possíveis:
- buscar um imóvel em um bairro central consolidado, para segurança de longo prazo e liquidez;
- mirar um bairro em transformação, com potencial de valorização interessante;
- apostar em um projeto novo nos novos desenvolvimentos, apostando na evolução futura do bairro.
A chave é alinhar seu projeto imobiliário com seu projeto de vida:
- tempo passado em Madrid (residência principal, secundária, trabalho híbrido);
- horizonte de posse (curto, médio, longo prazo);
- tolerância ao risco e à incerteza (projetos urbanos em desenvolvimento, mercado mais estabelecido).
Além das estatísticas globais, indicadores de plataformas especializadas como a Green-Acres – que destacam o perfil e o orçamento dos compradores estrangeiros – permitem posicionar melhor Madrid na hierarquia das grandes cidades europeias: uma capital cada vez mais internacional, mas ainda capaz de oferecer trajetórias de compra variadas de acordo com os meios e prioridades de cada um.
Com uma boa preparação e acompanhamento adequado, Madrid pode se tornar muito mais que um destino de viagem: um verdadeiro lugar para viver, portador de significado e estabilidade para os próximos anos ✨.